Amitech amplia capacidade produtiva

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SÃO PAULO, 4 de junho de 2008 - A Amitech, maior fabricante brasileira de tubos de poliéster reforçado com fibras de vidro (PRFV), concluiu a expansão da fábrica de Ipeúna (SP) e passa a contar agora com capacidade para produzir 330 km/ano de tubulações, cujos diâmetros podem alcançar até 3.000 mm. O investimento total foi de US$ 9 milhões.

A maior parte dos recursos foi aplicada na aquisição de uma máquina Flowtite, desenvolvida pela Amiantit, empresa saudita que tem 30% do controle da Amitech. 'A tecnologia Flowtite permite que sejam fabricados 36 metros/hora de tubos de PRFV, em barras de até 14 metros de comprimento', explica o gerente industrial, Benedito Buso.

Até então, a empresa adotava exclusivamente a tecnologia de centrifugação (CPRFV), que permite a fabricação, em média, de 18 metros/hora de tubos de até 1.200 mm de diâmetro.

Com a ampliação do diâmetro das tubulações, a Amitech entra com mais intensidade em mercados que requerem grandes vazões de fluidos. O principal exemplo, segundo Buso, é o setor de geração de energia elétrica, mais especificamente os empreendimentos denominados Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

'Em regra, os tubos de PRFV servem para transportar a água dos reservatórios até a casa de máquinas, gerando energia. Assim, quanto maior o diâmetro, maior a vazão de água.'

O novo equipamento já está com a capacidade ocupada pelos próximos três meses, em razão dos contratos firmados no final do ano passado com as PCHs de Nhandu e Planalto. A primeira, que está sendo construída na cidade de Guarantã do Norte, no Mato Grosso (MT), pela Geraoeste Usinas Elétricas do Oeste, receberá 950 metros de tubos de 2.700 mm e 2.900 mm de diâmetro. Já a PCH de Planalto, em Aporé (MS), pertencente à Planalto Energética, receberá 1.815 metros de tubos de 2.900 mm e 3.000 mm de diâmetro.

A contínua liberação de verbas integrantes do Programa de Aceleração Econômica (PAC) deve ajudar a empresa a ocupar rapidamente a nova capacidade instalada 'Estamos otimistas quanto ao desempenho do mercado ao longo dos próximos dois anos', afirma o gerente comercial, Flávio Marçal, que estima para este ano um salto de 70% no faturamento da empresa.

(Redação - InvestNews)