Disputa por Ptax movimenta dólar
O economista-chefe da Corretora NGO, Sidnei Nehme, destaca que os movimentos no câmbio estão direcionados à formação da Ptax (média oficial do dólar). Isto porque, como os bancos estão com posições globais "vendidas" em mais de US$ 26 bilhões, sendo US$ 23 bilhões em swaps e cerca de US$ 3,7 bilhões no mercado de derivativos, tendem a derrubar as cotações visando maior lucro.
Porém, Nehme podera que, passado o eventual pontual, o preço do dólar pode voltar a subir entre R$ 1,65 e R$ 1,66 já que os bancos detêm cerca de US$ 12 bilhões em posição compradas no mercado físico. Nesta manhã, mantendo a rotina, o Banco Central (BC) comprou dólares no mercado à vista.
Em direção contrária, o dólar seguia pelo quarto dia consecutivo em alta frente a seus principais pares no mercado internacional. Para os analistas da corretora de câmbio suíça ACM, a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) manterá sua taxa básica de juros até o final do ano, ou até mesmo a eleve, fortalece o dólar. No mercado futuro, a curva de juros norte-americana sinalizava que o Fed Funds poderá subir 0,25 ponto percentual, para 2,25% até o fim de 2008. Os analistas da Gradual Corretora lembram que desde setembro passado, o Fed vêm cortando o juro para afastar o fantasma do subprime.
Apesar de um início de ano sob a pesada sombra da economia norte-americana em compasso de desaceleração, o Produto Interno Bruto do país ainda conseguiu crescer 0,9% no primeiro trimestre. "E o dólar também se apóia neste resultado em linha com as perspectivas para se fortalecer lá fora", conclui um operador.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
