Poucos fundos ainda se interessam pelo setor
'O Brasil é um centro de inovação, mas não consegue deslanchar por falta de incentivo do governo - financiamento - e por falta de mão-de-obra qualificada. Mas, também, porque falta incentivo para que os fundos de investimento apostem no setor', avalia Jairo Martins, presidente da SUCESU - SP (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações). 'Temos apenas o modelo da Rio Bravo e um fundo de Belo Horizonte, o Confrapar, que apostam neste segmento no País', completa Martins.
Ainda de acordo com o presidente, as incubadoras, sejam elas de universidades, fundos ou empresas, é o caminho natural para que as empresas possam se desenvolver neste setor. 'Não há muito incentivo para as empresas de tecnologias no Brasil. A maior parte delas começa nas incubadoras', avalia.
Para Samsão Woiler, presidente da Woiler Projetos e ex-vice-presidente do Brasilinvest, é preciso investir em projetos de mais longo prazo para atrair os investidores e os gestores dos fundos de investimentos a apostarem no segmento. 'Com projetos de mais longo prazo é mais fácil atrair estes investidores, não só os de private equity, como também é possível elaborar um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Creditório)utilizando os contratos ou os fluxos futuros destas empresas para alavancar dinheiro para o caixa das empresas do setor', finaliza Woiler.
(Angela Ferreira - InvestNews)
