IPCA em linha e IGP-M surpreende, diz consultor
Um bom exemplo foi o Índice de Preços por Atacado (IPA). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador que tem o maior peso no IGP-M, acelerou para 1,82% na primeira amostragem de maio. O principal responsável por esta alta foi o item Matérias-Primas Brutas que registrou, no período, alta de 3,92%.
Outro dado que superou a estimativa, na opinião de Leão, foi o acumulado nos últimos 12 meses do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,04%. "Bem acima da meta de inflação estipulada pelo governo", acrescenta. Já a alta de 0,55% do IPCA de abril veio em linha com as estimativas do mercado.
Os dois índices corroboram, na visão de Leão, para a perspectiva do aumento na taxa básica de juros, a Selic. Assim como boa parte dos especialistas, o consultor da Coinvalores aposta em aumento de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Quanto a uma projeção para a taxa até o final do ano, Leão é cauteloso. "É muito cedo para falar das próximas reuniões, embora o mercado antecipe o aumento das taxas. É bom lembrar que, na economia real, o impacto da inflação no aumento dos juros não acontece do dia para noite", diz.
Diante de incertezas com a inflação, as projeções de juros apontam alta. Por isso, a recomendação do especialista é que o investidor aposte em Fundos DI e carteiras não referenciadas acima da inflação.
(Priscila Dadona - InvestNews)
