Preços do petróleo preocupam e Ásia fecha em queda

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SÃO PAULO, 8 de maio de 2008 - Com exceção de Xangai, as principais praças acionárias da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira, afetadas pelos avanços nos preços do petróleo, que elevaram a preocupação dos investidores com as pressões inflacionárias sobre as economias do continente. A divulgação de balanços corporativos também mexeu com os negócios na região.

O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,12%, para 13.943,26 pontos. O indicador Kospi de Seul recuou 0,32%, para 1.848,00 pontos. Em Hong Kong, o índice referencial Hang Seng perdeu 0,63%, para 25.449,79 pontos. Já na China, na contramão, o indicador Xangai Composto subiu 2,17%, para 3.656,84 pontos.

Os investidores asiáticos seguem preocupados com os fortes avanços nos preços do petróleo, e temem que a inflação afete os gastos dos consumidores e os lucros corporativos da região. O barril nos Estados Unidos era cotado a US$ 123,40, apenas US$ 0,53 abaixo do recorde de US$ 123,93 registrado em Nova York.

A alta do petróleo é atribuída aos avanços nos estoques norte-americanos e a advertência do banco de investimentos Goldman Sachs, que prevê o barril a US$ 200 antes de 2010.

As companhias sensíveis aos altos preços dos combustíveis foram afetadas nos mercados da Ásia. Entre as empresas aéreas, os papéis da Japan Airlines caíram 0,39%, enquanto as da Singapore Airlines perderam 1,64%. Já entre as refinarias, as ações da PetroChina em Hong Kong diminuíram 2,44%.

A desvalorização do dólar no mercado de divisas internacional colaborou para o recuo dos papéis de companhias exportadoras. Em Tóquio, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 103,79 ienes, contra 105,03 ienes da última sessão. Entre as empresas de tecnologia, as ações da Canon e Sony caíram 1,28% e 3,64%, respectivamente. Já no setor automotivo, os títulos da Honda perderam 2,91%.

A divulgação de resultados corporativos também mexeu com os mercados na Ásia nesta quinta-feira. Destaque para a Toyota, segunda maior montadora do mundo, que anunciou uma queda de 28% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2008, para 316,8 bilhões de ienes (US$ 3 bilhões), em relação a igual período do ano anterior. As ações da companhia fecharam com baixa de 1,79%.

O pedido das autoridades reguladoras dos EUA, que solicitaram ontem aos bancos de investimentos para que exponham seus capitais e sua liquidez, impulsionou a venda de títulos do setor financeiro na Ásia. Os investidores temem por novas perdas atribuídas à crise no mercado de crédito subprime ou de alto risco. As ações do japonês Mitsubishi UFJ Financial, por exemplo, recuaram 3,71%.

(Marcel Salim - InvestNews)