Alta de preços vai gerar milhões de indigentes
Segundo projeções realizadas no ano passado, a Cepal prevê que um aumento de 15% no preço dos alimentos provocará uma elevação do nível de indigência na região para cerca de 15 milhões de pessoas.
Como há a previsão de um aumento de 5% da renda familiar, esse número se reduz, "mas cerca de dez milhões de pessoas entrariam na indigência, e um contingente similar passaria à condição de pobre. Isso sem contar com o agravamento da situação social das pessoas que já vivem na pobreza e na indigência".
"Desde o início de 2006 e, especialmente, a partir de 2007, os índices de preços ao consumidor têm aumentado na maioria das economias da região, com altas que oscilam entre 6% e 20%, com média próxima aos 15%", destaca a Cepal.
Alimentos como milho, trigo e arroz, que são básicos na dieta de muitos países da região, têm sofrido aumentos de até 100%, e "isso representa uma situação dramática para um vasto contingente de pessoas", advertiu o secretário-executivo da Cepal, José Luis Machinea.
(Redação - InvestNews)
