Fraqueza externa limita oscilações do dólar
Sob análise os balanços decepcionantes da Merril Lynch e da Pfizer no primeiro trimestre. O banco de investimento norte-americano anunciou prejuízo líquido de US$ 1,96 bilhão, ou US$ 2,19 por ação. Já o lucro da farmacêutica recuou 18%, para 2,78 bilhões. Também motiva o conservadorismo o relatório do governo norte-americano mostrando aumento no número de pedidos semanais por seguro-desemprego e queda no nível de atividade industrial na região da Filadélfia em abril. Em Nova York, os investidores realizam de lucro e os índices futuros operam em baixa, com Dow Jones cedendo 0,32% e Nasdaq 0,86%.
A seqüência de baixa do dólar nos últimos dias era um limitador para desvalorizações adicionais. Em doze sessões, a divisa norte-americana subiu apenas em uma, acumulando perdas de 5,08%.
Apesar da resistência, o analista da Corretora Socopa, Paulo Fujisaki destaca que no curto e médio prazo, prevalece a tendência de dólar fraco. "O aumento do juro deixou ainda mais evidente a trajetória de queda da moeda, por distanciar o diferencial entre as taxas praticadas aqui e no exterior e elevar a margem com arbitragem", disse, explicando que a contração do superávit comercial, devido à apreciação do real, deve ser compensado pelo fluxo financeiro. ´Agora se vier mesmo o grau de investimento, como todos esperam, aí ninguém segura este dólar", finaliza.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
