G7 e FMI querem mais transparência das entidades

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SÃO PAULO, 14 de abril de 2008 - Os grandes financistas do planeta, levando em consideração a aguda desaceleração do crescimento mundial, solicitaram aos bancos internacionais mais transparência sobre suas perdas potenciais e revisaram a posição tradicional a respeito do dólar. O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera a crise atual a mais grave desde o crack de 1929.

Em suas reuniões semestrais, neste fim de semana em Washington, os ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais dos 185 países membros do FMI e do Banco Mundial (Bird) tiraram conclusões do aguardado relatório do Fórum de Estabilidade Financeira (FSF). Seus colegas do G7 haviam se comprometido na última sexta-feira a colocar em prática o documento, dando um prazo inédito para a execução de certas recomendações: 100 dias.

Para o G7 e o FMI, é indispensável que os bancos saneiem seus balanços e, caso necessário, se recapitalizem, para evitar um condicionamento do crédito cujas consequências poderiam ser incalculáveis.

As reuniões do fim de semana tentaram concretizar a reforma que pretende evitar que o FMI se torne uma instituição obsoleta. A modesta reestruturação tem três eixos: leve reequilíbrio dos direitos de voto entre países ricos e pobres, medidas de austeridade e venda de uma parte das reservas de ouro do Fundo para obter novos recursos.

As informações são da AFP.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)