Saída de estrangeiros faz dólar subir
"O corte de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros dos EUA, quando o mercado esperava por um corte maior, e a sinalização de que o fim do atual ciclo de afrouxamento monetário está se aproximando do fim, por conta das pressões inflacionárias, mantém a aversão ao risco", comentou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
A questão agora é saber se o movimento é pontual, ou a menor demanda pelas mantérias-primas prevalecerá, fazendo com que os preços respondam aos fundamentos. "Aqui, a resposta a esta questão é muito importante, já que uma parte dos superávits comerciais do País e do desempenho positivo da Bovespa se deve à exportação desses produtos básicos e ao impacto positivo para as empresas do setor, especialmente Petrobras e Vale, que têm um peso significativo na bolsa paulista", concluiu Miriam.
No fim da manhã, a divisa estrangeira subiu 1,10%, vendida a R$ 1,74, influenciado pela saída de recursos de estrangeiros com a queda nos preços das commodities. As remessas, para cobrir prejuízos no exterior, deve compensar a expressiva entrada de dólares visto nas duas primeiras semanas do mês. Segundo o Banco Central, ingressou no País US$ 9,76 bilhões até o último dia 14, principalmente devido a operações financeiras.
A crise global de crédito fez mais uma vítima. O fundo de hedge Endeavour Capital, com carteira de US$ 3 bilhões, perdeu mais de um quarto do seu valor devido a apostas alavancadas no mercado de bônus japonês.
Entre os indicadores, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram fortemente em 22 mil na semana passada, sugerindo fraqueza no relatório de emprego de março.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
