Próximo ao fim do 1º trimestre, dólar recua 2,5%
Porém, em março, o cenário é o oposto e a divisa estrangeira avança 2,4%. O mês é marcado pelo agravamento da crise subprime, com contágio no sistema financeiro e uma série de baixas contábeis. Para evitar maiores prejuízos, o Federal Reserve (Fed, Banco central dos EUA), em conjunto com outros bancos centrais do mundo, anunciou uma série de medidas para injetar liquidez aos mercados, além de reduzir a taxa de juros americana para 2,25% ao ano e a de resdesconto (usada nos empréstimos às instituições financeiras com problemas de liquidez temporária) para 2,5%. Apesar de todo o incentivo, o banco de investimento Bear Stearns se rendeu à crise e anunciou sua venda ao JP Morgan a um preço irrisório (US$ 2 por ação). Outros bancos como Lehman Brothers, quarto maior de investimentos dos EUA, Goldman Sachs e Morgan Stanley reportaram queda nos lucros no 1º trimestre fiscal.
Nesta semana, uma nova onda de aversão ao risco voltou a abater os mercados. A possibilidade de uma desaceleração na economia dos EUA elevou os temores de que a demanda mundial por matérias-primas será reduzida, derrubando os preços das commodities.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
