Decisão do Fed é o foco do dia
Com a decisão, os juros dos Estados Unidos estão em 2,25% ao ano. O Fed também decidiu, de forma unânime, o corte de 0,75 ponto na taxa de redesconto. A entidade monetária afirmou, em comunicado, que as recentes informações apontaram que a atividade econômica está perdendo força. O crescimento dos gastos dos consumidores regrediu e o mercado de trabalho está desaquecido, enquanto o mercado financeiro permanece sob "considerável estresse".
Diante da melhora de humor no mercado externo, as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, com 280,1 mil contratos fechados apontou juro anual de 13%, ante 13,15% do ajuste anterior.
Por aqui, além de acompanhar os acontecimentos externos os agentes financeiros seguem ainda digerindo o tom mais conservador da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom). Este tom mais "duro" reforçou as apostas de aperto da política monetária, já instigado pela turbulência financeira global. Segundo o relatório da LCA Consultores, o mercado já precifica um aperto monetário, como fica evidente pelo aumento expressivo nas taxas praticadas no mercado futuro. É interessante notar que a maior parte do efeito da política monetária sobre a atividade econômica (e portanto sobre os preços) se dá justamente pela movimentação dos juros futuros - que, em última análise, têm mais influência direta sobre as taxas cobradas no crédito (às firmas e ao consumidor) do que a própria Selic.
Por outro lado, na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus principais ministros avaliaram em reunião que o Banco Central (BC) errou ao sinalizar na semana passada que poderia elevar os juros.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)
