Ministro mantém projeções para balança comercial
"Este mês foi atípico e não podemos nos basear em um único mês para estimar o resultado anual", afirmou. Para o ministro, os últimos resultados da balança brasileira foram marcados por fatores eventuais, como o aumento da importação de trigo da Argentina e a redução das exportações de derivados do petróleo por parte da Petrobras.
Nas últimas três semanas, a balança comercial brasileira apresentou um déficit acumulado superior a US$ 300 milhões, o que levou o resultado anual até a primeira semana de março a um superávit de apenas US$ 1,667 bilhão. Por conta dos dados das últimas semanas, os analistas ouvidos na pesquisa Focus do Banco Central, divulgada ontem, reduziram de US$ 30 bilhões para US$ 29 bilhões as projeções para o superávit comercial brasileiro em 2008.
Miguel Jorge destacou que o aumento das importações, principal causa da queda no superávit comercial do País, reflete o interesse de empresas nacionais em investir no aumento de capacidade produtiva, principalmente com a compra de máquinas e equipamentos. Por isso, as estimativas com relação ao crescimento das exportações se mantêm. "Esperamos que, em 2009, consigamos atingir a marca de US$ 200 bilhões em exportações", completou o ministro, sem confirmar este número como uma meta a ser buscada pelo governo federal.
Miguel Jorge também reiterou, durante encontro com empresários do setor químico nesta terça-feira, que a proposta de política industrial está pronta. O pacote já foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deverá ser anunciado uma semana após o Congresso Federal aprovar o orçamento.
O ministro esteve hoje em São Paulo na cerimônia de renovação do convênio entre Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Nacional do Plástico (INP) que resultou no projeto Export Plastic. O novo acordo, válido por dois anos, prevê um aporte de R$ 9,2 milhões em ações de promoção comercial voltadas para o aumento das exportações brasileiras de produtos plásticos.
(André Magnabosco - InvestNews)
