Cautela e volatilidade marcam negócios
Inês ressalta que hoje os principais ativos domésticos acompanharam a piora do cenário externo, com novas notícias corporativas e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, que levaram os principais índices de Wall Street a registrarem desvalorização.
Pela manhã, Bernanke voltou a alertar para os problemas com a crise de crédito subprime e pediu medidas mais enérgicas das instituições financeiras para poupar os mutuários. A Intel anunciou revisão da sua previsão de margem bruta de 56% para 54% no primeiro trimestre deste ano. Já o banco de investimentos Merrill Lynch rebaixou a previsão de lucro para o Citigroup em função de perdas ligadas ao mercado de crédito hipotecário de alto risco.
No front interno, as atenções estão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece entre hoje e amanhã. A aposta de que o comitê irá manter a taxa Selic em 11,25% ao ano é unânime entre economistas e empresários. Para Inês, a ata desta reunião que será divulgada na próxima semana deve centrar as atenções do mercado financeiro. Para ela, o colegiado deve avaliar a melhora dos últimos dados de inflação, porém, o discurso conservador em relação a preocupação com a cena externa e as perspectivas de crescimento da demanda agregada devem prevalecer.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dia foi de oscilações e no final dos negócios as projeções dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) registram avanço. O DI de janeiro de 2010 passou de 12,39% para 12,42%.
Amanhã os investidores recebem os dados da produção industrial de janeiro e da inflação na cidade de São Paulo.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)
