Pessimismo externo resulta em forte alta do dólar
"O plano de US$ 140 bilhões sugerido por Bush dificilmente conseguirá impulsionar a economia no curto prazo", citou um especialista. Além das preocupações com a saúde dos EUA, os investidores também assimilaram a notícia de que o Banco da China pode ter perdas bilionárias em função da exposição ao crédito hipotecário subprime.
A falta de referencial externo, com o feriado norte-americano de Martin Luther King Jr limitando a liquidez, contribuiu com a instabilidade dos negócios. Apesar da agenda vazia de hoje, a semana reserva os balanços do Bank of America, Wachovia, American Express, Apple e AT&T. No câmbio, o dólar variou entre a mínima de R$ 1,819 e a máxima de R$ 1,835, mas fechou vendido a R$ 1,831, com valorização de 2,52% - no maior preço desde setembro de 2007.
Mesmo com toda a volatilidade dos mercados, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista, fixando taxa de corte de R$ 1,8305.
Aqui, a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano aquece o debate sobre política monetária. A decisão será anunciada na quarta-feira, uma semana antes do encontro do Comitê Federal para o Mercado Aberto (Fomc), e deve resultar em manutenção da Selic em 11,25% ao ano.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
