Indústria de tintas prevê expansão de 7% em 2008
O otimismo do setor reflete os bons resultados da construção civil em 2007, uma vez que as tintas levam de 18 meses a 24 meses para serem usadas nas obras. Dessa forma, os fabricantes atenderão, em 2008, os projetos iniciados no final de 2006 e em 2007, ano marcado pelo anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Há uma década não registrávamos um crescimento tão expressivo", afirma o presidente do Sitivesp, Roberto Ferraiuolo.
O resultado de 2007 superou a previsão feita pelas duas entidades no início do ano. A Abrafati esperava um crescimento de 4,5% sobre 2006. Já o Sitivesp esperava uma alta de 4,2%. "Todos os segmentos da indústria de tintas superaram as expectativas em 2007", afirma o presidente da Abrafati, Dilson Ferreira, em nota.
O principal destaque foi a área imobiliária, também beneficiada pela decisão do Governo Federal de reduzir de 10% para 5% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de tintas e vernizes. O anúncio da desoneração foi feito em 2006, mas apenas no ano passado o impacto da medida pôde ser sentido integralmente pelo setor.
O faturamento da indústria de tintas e vernizes somou R$ 4,737 bilhões em 2007, segundo a Abrafati. Em volume, a indústria nacional comercializou 1,045 bilhão de litros, superando a barreira psicológica de 1 bilhão de litros.
(André Magnabosco - InvestNews)
