Cenário negativo afeta Ásia; Tóquio e Seul em alta

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SÃO PAULO, 27 de novembro de 2007 - Com exceção de Tóquio e Seul, as bolsas acionárias da Ásia encerraram em queda nesta terça-feira, prejudicadas mais uma vez por notícias negativas relacionadas à crise no mercado de crédito subprime ou de alto risco. Apesar da valorização da moeda japonesa frente ao dólar, destaque para as ações do setor exportador que minimizaram as perdas nas sessões.

O índice referencial Hang Seng de Hong Kong caiu 1,51%, para 27.210,21 pontos, enquanto o indicador Xangai Composto perdeu 1,97%, para 4.861,11 pontos. Em Seul, o índice Kospi apresentou ganho de 0,23%, aos 1.859,79 pontos. Já no Japão, o indicador Nikkei 225 avançou 0,57%, para 15.222,85 pontos.

Em dia de volatilidade, o mercado nipônico foi beneficiado pela notícia de que o Citigroup Tokyo venderá uma participação de US$ 7,5 bilhões para o fundo de investimentos do governo de Abu Dhabi, proporcionando a entidade novos recursos para minimizar as perdas atribuídas à crise no mercado de crédito subprime. As ações do Mitsubishi UFJ Financial avançaram 3,94%, enquanto as do Mizuho Financial subiram 2,90%.

No restante da Ásia, os papéis de bancos foram afetados pelo cenário negativo em Wall Street. As preocupações ressurgiram após o Morgan Stanley alertar que a crise no mercado de crédito subprime virou mundial. O Citibank, por sua vez, anunciou que está procurando maneiras de cortar custos.

Já o Goldman Sachs rebaixou os ratings do HSBC após a entidade financeira informar que necessitará de US$ 12 bilhões em empréstimos devido a sua exposição no mercado hipotecário norte-americano. Essas notícias influenciaram negativamente os papéis das instituições bancárias na Ásia. Os títulos do HSBC recuaram 2,3%, enquanto os do sul-coreano Kookmin Bank caíram 0,6%.

A valorização da moeda japonesa frente ao dólar não impediu os ganhos nas ações do setor exportador, ainda beneficiadas pelas vendas de fim de ano nos Estados Unidos. Os papéis da Canon, Sony e Toyota, por exemplo, avançaram 0,54%, 4,55% e 1,84%, respectivamente.

(Marcel Salim - InvestNews)