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ICE da América Latina recua para 5,6 pontos

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SÃO PAULO, 21 de novembro de 2007 - O Índice de Clima Econômico (ICE) - elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo (Institut for Economic Research at the University of Munich) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) - recuou para 5,6 pontos, após ter atingido 5,9 pontos em julho, o maior nível desde abril de 2000, segundo Sondagem Econômica da América Latina, divulgada hoje pela FGV.

Diferentemente do que ocorre nos EUA e na Europa onde, em outubro, as avaliações sobre a situação atual já apresentam sinais de piora, o recuo do índice na América Latina deve-se exclusivamente à disseminação de uma visão mais pessimista entre os especialistas em relação aos próximos meses.

O Índice da Situação Atual (ISA) sustentou o patamar recorde histórico de 6,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) despencou de 5,4 para 4,7 pontos, nível idêntico ao de julho de 2005, ambos os menores desde outubro de 2001. O patamar inferior aos 5 pontos deste índice sinaliza que as expectativas em relação aos próximos meses passaram de moderadamente otimistas para moderadamente pessimistas entre julho e outubro.

Entre os fatores que colaboraram para a perda de confiança no desempenho de curto prazo destas economias estão a expectativa de desaceleração da economia norte-americana com a crise do mercado de crédito imobiliário e os preços elevados e ascendentes do petróleo no mercado internacional, beirando o recorde dos U$100 o barril.

Construído como uma média entre o indicador da situação atual e o de expectativas, o Índice de Clima Econômico da América Latina manteve-se acima da média histórica dos últimos 10 anos, de 5,2 pontos, graças às avaliações extremamente favoráveis sobre a situação atual em outubro de 2007.

No médio prazo, as previsões feitas por especialistas ainda não foram afetadas. Em outubro de 2006, a projeção média para o crescimento anual do PIB na região durante os próximos 3 a 5 anos era de 4,0%. Em outubro de 2007, esta projeção chegou a subir, para 4,1%.

Entre os principais países da região, a piora do clima econômico foi mais acentuada no Brasil, México e Chile.

(Redação - InvestNews)