Romi lucra R$ 36,2 milhões e anuncia investimento

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SÃO PAULO, 31 de outubro de 2007 - As Indústrias Romi, líder nacional nos mercados de máquinas-ferramenta e injetoras de plástico, anunciou que obteve lucro líquido de R$ 36,2 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 47,8% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos nove primeiros meses de 2007, o lucro líquido soma R$ 76,4 milhões, é superior em 38,7% ao obtido no mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, o resultado foi influenciado pelo aumento do volume de receitas financeiras, em função da captação de recursos da Oferta Pública de Ações (OPA), ainda não utilizadas para os novos investimentos, e a redução média da carga tributária de IR e CSLL, neste trimestre, em função da dedutibilidade da segunda parcela de distribuição de juros sobre o capital próprio, referente ao exercício de 2007, fato este que não ocorreu no terceiro trimestre de 2006.

A receita operacional líquida da companhia, no terceiro trimestre de 2007, de R$ 164,5 milhões, evidenciou um crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período de 2006, e o mesmo crescimento em relação ao segundo trimestre de 2007.

O valor do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) até setembro de 2007, já desconsiderando as despesas da OPA, foi de R$ 97,4 milhões, superior em 31,9% ao resultado obtido no mesmo período em 2006.

A companhia, no trimestre anterior, levantou R$ 482 milhões na OPA, capatando R$ 180 milhões para novos investimentos.

Parte do resultado da receita também foi impulsionado pelo aumento de 39,3% das exportação até setembro deste ano, que somaram US$ 30 milhões, contra US$ 21,6 milhões no mesmo período de 2006,

A Unidade de Negócios Fundidos e Usinados respondeu por 31,2% das exportações acumuladas de 2007, contra 37,5% do mesmo período do ano passado. A Unidade de Negócios Máquinas-Ferramenta responde pelo restante das vendas para o mercado externo, com uma pequena participação em 2007 da Unidade de Negócios Injetoras de Plástico. Os EUA continuam sendo o maior mercado importador dos produtos, absorvendo um pouco mais da metade das exportações, secundado pelos países da Europa em, seguida, os da América do Sul.

O melhor desempenho da receita operacional líquida do terceiro trimestre de 2007 foi o da unidade de negócios fundidos e usinados, com um crescimento de 22,6% em relação ao mesmo trimestre de 2006, continuando o processo de ocupação da capacidade instalada aumentada em 2005.

A entrada de pedidos registrou substancial aumento de 57,1% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, com a demanda estimulada pelo maior crescimento do PIB brasileiro.

A empresa também informou hoje que aprovou um plano de investimentos para a implantação de uma nova unidade de fundição e de uma nova unidade de usinagem de peças fundidas, que terão o objetivo de permitir o crescimento orgânico da companhia no mercado consumidor de fundidos e usinados, tanto no Brasil quanto no exterior, principalmente nos setores de máquinas industriais, máquinas agrícolas, veículos médios e pesados, equipamentos para geração de energia, petróleo, mineração, naval, dentre outros.

Os investimentos previstos em ativos fixos são da ordem de R$ 110 milhões na unidade de fundição e R$ 120 milhões na unidade de usinagem, sendo que os recursos deverão ser provenientes do caixa da companhia e de novos financiamentos a serem contratados. O projeto deverá ser implementado por etapas, entre 2008 e 2011, em localidade ainda a ser definida. A capacidade de produção prevista para cada unidade é de 40 mil toneladas por ano. Considerando que a atual capacidade instalada para produção de peças fundidas, a capacidade instalada passará a ser de 80 mil toneladas por ano.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)