Peres se defende de envolvimento em corrupção
No material encaminhado aos parlamentares, um DVD de cinco minutos sugere que ele se envolveu em corrupção na época em que foi diretor administrativo da Siderama, uma companhia siderúrgica no Amazonas, na década de 70.
O senador explicou que na época a empresa foi investigada por não ter recolhido Imposto de Renda de seus funcionários. Segundo ele, todos os diretores da empresa foram arrolados no processo. "Arrolados e não indiciados. Arrolado é uma coisa, indiciado é outra", afirmou.
A conclusão do inquérito feito pela Polícia Federal, de acordo com Jefferson Peres, foi que de todos os membros da diretoria, apenas o presidente, o diretor financeiro e o superintendente financeiro tinham conhecimento da fraude. "Esses seriam realmente responsáveis pelas infrações cometidas", disse.
Mais tarde, segundo Peres, o Ministério Público ainda teria concluído pela inimputabilidade dos diretores da Siderama. "O juiz federal acolheu parecer do procurador da República considerando a inexistência nos autos de qualquer prova dos diretores acusados, e determinou o arquivamento dos autos".
Segundo Jefferson Peres, o material é uma campanha difamatória contra ele. "É esse o dossiê? Quem é que pode me chantagear? Eu não sou chantageável. Não posso ser chantageado, porque não tenho nada a esconder, nenhum esqueleto no armário", afirmou.
O senador não apontou responsáveis pelo envio dos documentos aos senadores. "Não vou apontar o dedo por dois motivos: primeiro porque não tenho provas. Segundo, porque não cruzo minha espada com facão de bandido", afirmou.
Ele disse que as primeiras suspeitas poderiam apontar o senador e presidente licenciado Renan Calheiros (PMDB-AL), já que é relator de um dos processos contra Renan no Conselho de Ética. Jefferson Peres, no entanto, apresentou carta enviada hoje de manhã por Renan afirmando que "a trajetória de vida de Jefferson Peres é um exemplo de coerência política e honradez".
O senado ainda rebateu acusações de que sua mulher seria funcionária do Senado. "Ela não é e nunca foi funcionária do Senado. Nem do meu nem de qualquer outro gabinete", garantiu. E negou também acusações de que teria usado passagens aéreas pagas pelo Senado para viagens particulares.
Para comprovar a falsidade da denúncia, mostrou certidão do diretor-geral do Senado atestando que "nunca recebeu em seu favor ou de qualquer pessoa passagens aéreas".
Jefferson Peres ainda negou que tivesse muitos "inimigos confessos". "Mas devo ter milhares rancorosos. Todos os canalhas são meus inimigos. Nada incomoda mais um canalha que uma pessoa de bem. Fere a auto estima do canalha saber que há pessoas honestas", afirmou.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)
