☰

Eletrodomésticos lideram vendas de bens de consumo

Por

SÃO PAULO, 30 de outubro de 2007 - Em setembro, o faturamento real do setor com gastos dos consumidores com bens de consumo continuou crescente. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, o faturamento do setor de Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos cresceu 7,9% no contraponto ao mesmo período de 2006, e neste ano, acumula alta de 10%. A confiança do consumidor em alta, que faz com que ele se comprometa a prazos mais longos de financiamento, bem como a oferta de crédito crescente estão entre os fatores que influenciaram este resultado.

O resultado também se reflete no desempenho das Lojas de Departamentos, que apresentou alta de 2,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e acumula crescimento anual de 5,7%.

Da mesma forma, o setor de Supermercados contabilizaram em setembro alta de 3,3% nas vendas, ante ao mesmo mês de 2006 - e no ano acumula queda de 2,9%.

O segmento de Farmácias e Perfumarias contabilizou alta significativa de 5.5% em relação ao mesmo período de 2006. O aumento no consumo de medicamentos genéricos em detrimento dos tradicionais, principalmente entre a população com menor poder aquisitivo, além de um novo mix de produtos também colaboraram para o desempenho do setor, que no ano acumula crescimento de 9,7%.

Já com alta de 2,1% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2006, o setor de Vestuário, Tecidos e Calçados acumula no ano crescimento de 8%. Para os próximos meses, o segmento pode apresentar uma queda no ritmo das vendas devido a base de comparação com outubro de 2006, que manteve elevação.

As Concessionárias de Veículos tiveram em setembro alta de 2,3% na comparação com o mesmo período de 2006. Nos nove primeiros meses do ano a atividade acumula alta de 16,6%, o que mantém o segmento na liderança do comércio varejista ao longo de 2007, evidenciando um dos melhores ciclos de crescimento de sua história.

Já o setor de Autopeças e Acessórios tiveram novamente queda, registrando em setembro recuo de 18% no contraponto ao mesmo mês do ano anterior. Em 2007, o segmento acumula resultado negativo de 21,9%. Os fatores para este desempenho são os mesmos dos meses anteriores: preços de produtos em quedas sucessivas, em decorrência do câmbio valorizado que facilita a entrada maciça de produtos importados - principalmente da China -, e aumento vigoroso nas vendas de veículos novos, que reduzem a demanda por peças e serviços de manutenção.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)