ACSP e Fair Isaac lançam serviço de análise de crédito
A parceria permitirá às empresas associadas da ACSP, incluindo bancos e financeiras, a ter acesso à análise de risco de crédito dos consumidores, por meio da troca entre sua base de dados e o cadastro da associação, que reúne mais de 3 bilhões de informações cadastrais, fornecendo o grau de risco referente a cada cliente por meio de um sistema de pontuação que varia de 300 a 850 pontos (quanto mais alto menor o risco). ´O objetivo é preparar as empresas para trabalhar com o conceito do consumidor positivo, permitindo aos credores cobrar taxas de juros diferenciadas de acordo com os histórico dos clientes, respeitando o sigilo dos dados cadastrais enviados, garantido pela legislação sobre Bancos de Dados Positivos, sem compartilhar dados com outras organizações´, diz Roseli Garcia, superintendente de serviço da ACSP.
Ela ressalta que o serviço permitirá ampliar a inclusão do acesso ao crédito, uma vez que oferece menor risco na avaliação de perdas. ´Estudo do Banco do Mundial mostrou que em todos os países em que foram implantados o cadastro houve um crescimento da aprovação de crédito superior a 20%. No Brasil, o potencial é de inclusão de 100 milhões de consumidores em cerca de cinco anos, após o início da implantação, permitindo a consulta da base de dados por cerca de 900 mil empresas ativas no País´, afirma.
O vice-presidente da Fair Isaac, Robert Duque-Ribeiro, destacou que nos países em que foi implantado pode-se observar o aumento do crédito para os clientes de baixa renda das classes C3 D e E.
O gerente de modelos da ACSP, Edson Roberto da silva, explicou que as empresas não terão nenhum custo de licença do programa e não precisarão realizar investimentos na compra de equipamentos ou criação de equipes especializadas. O sofware do programa já está preparado para o compartilhamento de dados, após a aprovação da criação do Cadastro Positivo, que está para ser votado no Congresso desde o ano passado.
Segundo ele, a ACSP também estuda a criação de um cadastro positivo de pessoas jurídicas, para facilitar a análise de crédito para as empresas, que deverá ser lançado após a aprovação do Cadastro Positivo no Brasil.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)
