Brasil lidera as apostas do UBS entre emergentes

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SÃO PAULO, 24 de setembro de 2007 - O Brasil tem liderado as apostas do UBS Pactual entre os países emergentes, principalmente na aplicação no mercado de capitais. Segundo o chefe para a América Latina do UBS Pactual Wealth Management, Paulo Tenani, com a queda da taxa básica de juros no País existe potencial para as empresas brasileiras crescerem mais ainda. Além disso, o Brasil tem melhorado seu quadro macroeconômico, o que possibilitou o mercado de consumo a ganhar dinamismo.

Ele ressalta que o País também tem se beneficiado do crescimento global, que tem sustado a elevação dos preço das commodities no mercado internacional, favorecendo algumas empresas brasileiras exportadoras desses recursos como a Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras. ´O Brasil é a maior recomendação dentro dos nossos portifólios globais e o que mais gostamos no mercado interno é de aplicar em bolsa´ , diz.

Tenani afirma que o Brasil está terminando seus ajustes no mercado doméstico que deve convergir com a queda da taxa básica de juros (Selic), fazendo com que o investment grande venha no próximo ano. ´A obtenção do grau de investimento, no entanto, deve impactar menos no valor dos ativos e mais na queda da volatilidade da bolsa´.

Ele destaca que o estreitamento do diferencial de juros fez com o que banco passasse a reduzir sua posição em câmbio e juros no Brasil. ´Até junho estávamos com forte sobrealocação no real, mas estaremos reduzindo nossa posição nos próximos seis a sete meses´, afirma.

Para Tenani, com a queda da taxa Selic, as operações de carry trade - que consiste na combinação entre uma posição vendida em moeda com taxa de juro relativamente baixa e outra comprada em moeda com juro elevado - também estão próximas do fim. Porém o diferencial na curva de juros ainda é muito grande e deve continuar atraindo capital estrangeiro. ´A liquidez no mercado internacional está acabando, mas devemos ter mais um ano de correnteza´, destaca.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)