Brasil lidera as apostas do UBS entre emergentes
Ele ressalta que o País também tem se beneficiado do crescimento global, que tem sustado a elevação dos preço das commodities no mercado internacional, favorecendo algumas empresas brasileiras exportadoras desses recursos como a Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras. ´O Brasil é a maior recomendação dentro dos nossos portifólios globais e o que mais gostamos no mercado interno é de aplicar em bolsa´ , diz.
Tenani afirma que o Brasil está terminando seus ajustes no mercado doméstico que deve convergir com a queda da taxa básica de juros (Selic), fazendo com que o investment grande venha no próximo ano. ´A obtenção do grau de investimento, no entanto, deve impactar menos no valor dos ativos e mais na queda da volatilidade da bolsa´.
Ele destaca que o estreitamento do diferencial de juros fez com o que banco passasse a reduzir sua posição em câmbio e juros no Brasil. ´Até junho estávamos com forte sobrealocação no real, mas estaremos reduzindo nossa posição nos próximos seis a sete meses´, afirma.
Para Tenani, com a queda da taxa Selic, as operações de carry trade - que consiste na combinação entre uma posição vendida em moeda com taxa de juro relativamente baixa e outra comprada em moeda com juro elevado - também estão próximas do fim. Porém o diferencial na curva de juros ainda é muito grande e deve continuar atraindo capital estrangeiro. ´A liquidez no mercado internacional está acabando, mas devemos ter mais um ano de correnteza´, destaca.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)
