País está perdendo oportunidade para reduzir gastos

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CAMPOS DO JORDÃO, 23 de agosto de 2007 - Os gastos da previdência do País são uma distorção em relação a outros países e o governo está perdendo um bom momento para promover uma redução nas despesas. A avaliação é do ex-diretor do Banco Central (BC) Luiz Carlos Mendonça de Barros. "Não tenho otimismo de achar que a oposição vai provocar uma redução. Isso tem que partir do Executivo", ressalta, destacando que o passivo do Lula é não estar fazendo este movimento num momento completamente adequado.

Mendonça de Barros sugere que o movimento poderia partir de uma regra clara para a redução gradual da Contribuição Provisória de Movimentação Financeira (CPMF). "Hoje temos espaço para começar um movimento de redução. Não podemos deixar para iniciar o movimento quando a economia brasileira voltar a crescer com taxas mais baixas".

Para o professor-titular do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rogério Werneck, prorrogar a CPMF pura e simplesmente é um movimento lamentável neste momento tão favorável. A questão da prorrogação ou não da CPMF está em pauta no Congresso Nacional.

Os profissionais participaram, há pouco, do 3º Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro promovido pela Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

(Alessandra Taraborelli - InvestNews)