Índice sobe 0,2% com preocupação de subprime
Nos Estados Unidos, mesmo com nova injeção de recursos pelo Federal Reserve (banco central norte-maericano) de US$ 17,25 bilhões, a preocupação com perdas no setor hipotecário levou as bolsas norte-americans a operarem a maior parte do dia em território negativo. O índice Dow Jones caía 0,29%, a 13.198 pontos, o Nasdaq recuava 0,43%, a 2.541 pontos. Notícias de que o preço das casas podem cair entre 15% e 30% nos próximos anos nos EUA, segundo estudo do banco Goldman Sachs, mexeram com o humor do mercado.
O analista da Prosper Gestão de Recursos, Gustavo Barbeito, afirma que a indefinição dos mercados deve continuar até outubro com a nova temporada de divulgação de balanço dos bancos e que até lá o cenário é de cautela. Ele ressalta, no entanto, que operações como a compra da Countrywide Financial Corporation, maior empresa de empréstimo imobiliário dos EUA, pelo Bank of America por US$ 2 bilhões, mostram que muitas instituições não estão enfrentando problemas de liquidez. Hoje o banco francês BNP Paribas também comunicou que reabrirá na próxima semana os três fundos que estavam congelados desde o dia 7 de agosto.
O mercado de títulos privados, no entanto, perderam muita liquidez, reflexo da migração dos investidores para ativos de menor risco como os papéis do Tesouro norte-americano (Tresuries).
No mercado interno, entre as ações com maior peso na carteira teórica, a Vale do Rio Doce PNA (VALE5) encerrou em alta de 2,07%, a R$ 75,90 e Petrobras PN (PETR4) subiu 0,32%, a R$ 48,90.
Destaque para as ações da Brasil T. Par PN (BRTP4) e ON (BRTP3) que avançaram 6,50% e 4,06%, respectivamente, para R$ 27,85 e R$ 45,50, e Souza Cruz (CRUZ3) com alta de 4,06%, a R$ 41.
Na ponta da venda, os papéis da Eletrobras PNB (ELET6) fechram em queda de 4,33%, a R$ 22,30, Aracruz PNB (ARCZ6) caiu 4,09%, a R$ 11,70 e Cyrela Realty ON (CYRE3) recuou 4,11%, a R$ 18,40.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)
