Bovespa reduz queda, mas opera em baixa de 4,5%

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REUTERS

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulio caía mais de 4% na tarde desta quinta-feira, rumando para o sexto dia seguido de perdas, com a intensificação dos temores sobre aperto de crédito no mundo, que geravam forte aumento da aversão ao risco.

Analistas, entretando, ainda evitavam mudar suas apostas em alta da bolsa no fim do ano e alguns recomendavam compra da bolsa, dada a queda acentuada registrada nas últimas sessões.

Às 16h44, o Ibovespa cedia 4,54%, para 47.045 pontos, mas na mínima chegou a cair 8,8%. O volume financeiro era de R$ 7,7 bilhões, já acima da média diária do ano, de R$ 4,1 bilhões.

- A bolsa perdeu hoje o canal de alta que estava passando em 48 mil pontos, isso deixa a situação um pouco mais preocupante para o médio prazo, à medida que não tende a voltar tão rápido e alguns fundos começam a ter perdas maiores. Mas a gente acredita que no longo prazo é um exc2elente momento de compra - disse disse Daniel Gorayeb, analista de investimentos da corretora Spinelli.

- Estamos vendo uma crise de liquidez. O problema é se ela começa a criar problemas em cascata. Não é uma coisa que esteja acontecendo ainda. Por enquanto, é um receio de que isso possa acontecer. A gente acredita que isso não deve gerar maiores problemas para a economia - acrescentou.

A Spinelli mantém a previsão de que o principal indicador da bolsa paulista encerre o ano entre 60 mil e 65 mil pontos.

Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros que atua no mercado desde 1979, também recomenda a compra.

- Eu estou comprando para clientes meus. Isso é uma crise de mercado, não é uma crise econômica, por enquanto isso não afetou os fundamentos da economia - disse ele. - Se começar a ter reflexo na economia, aí é outra história.

Entre as notícias que deterioraram o sentimento do mercado estava a de que a Countrywide, maior concessora de hipoteca dos Estados Unidos, teve que acessar uma linha de crédito de US$ 11,5 bilhões para financiar suas operações, e a divulgação de um indicador de atividade no Meio-Atlântico norte-americano que veio bem abaixo do esperado.

Na Bovespa, Petrobras e Vale do Rio Doce, os papéis mais líquidos, exibiam baixa de 5,86% e de 2,91%, respectivamente.