Anace avalia novas decisões sobre usina do Rio Madeira

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SÃO PAULO, 14 de agosto de 2007 - A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace) analisa como positiva a limitação de construtoras e fornecedores de equipamentos no consórcio para a construção da usina de Santo Antônio, no rio Madeira. Por determinação do Ministério de Minas e Energia (MME), a participação dessas empresas está restrita a 20%. "A predominância do capital de uma construtora em um empreendimento desse porte poderia trazer riscos indesejáveis para os consumidores. Se cada uma dessas empresas tiver uma grande representatividade nos consórcios que participarão do leilão, poderemos verificar uma alta no preço de construção da usina. Esse preço, com certeza, se traduziria em tarifa mais cara para a população", afirma Paulo Mayon, diretor-presidente da Anace.

O leilão para Santo Antônio está marcado para 30 de outubro e ainda existem discussões setoriais importantes, principalmente sobre os custos de compensação sócio-ambiental, relativos a empreendimentos dessa magnitude.

"Uma usina como Santo Antônio, com capacidade para produzir 3.150 MW, representará uma grande contribuição para a oferta de energia no médio prazo. Cabe, no entanto, a vigilância da sociedade sobre as tarifas finais que chegarão ao consumidor. Dentro dessa ótica, a medida de restrição da participação das empreiteiras foi acertada", enfatiza Mayon.

A Anace foi fundada em março de 2006, para promover, defender e administrar os direitos e interesses dos consumidores de energia perante as entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras do setor energético. Uma das principais bandeiras da associação é lutar pela abertura do mercado de energia para todos os consumidores, inclusive residenciais. Assim, cada consumidor poderá escolher seu fornecedor e usufruir das vantagens dessa decisão.

(Redação - InvestNews)