Oferta da Redecard movimenta R$ 4,6 bilhões
A oferta brasileira correspondeu à emissão de 158.237.555 ações. O restante dos papéis, 13.714.100, foram distribuídos no exterior sob a forma de 6.857.050 Global Depositary Shares (GDS), cada um representando duas ações.
Destaque para a grande participação de investidores pessoas física. Os 29.315 investidores compraram 13,5 milhões de ações, ou 8,5% do total distribuído na oferta brasileira. A participação supera os 26.509 CPFs registrados na oferta da Log-In e os 22.626 participantes da oferta da JBS.
Os investidores estrangeiros compraram 69% dos ativos, mantendo a média observada em outros IPOs. Forte participações de fundos de investimento, foram 431 instituições inscritas que compraram 13% dos ativos.
Com a oferta primária de 15.555.555 ações a empresa, que atua no credenciamento de estabelecimentos para aceitação de uso de cartões de crédito das bandeiras Dinners e Mastercard, levantou cerca de R$ 400 milhões para seu caixa, recursos que serão destinados à infra-estrutura tecnológica utilizada para suas atividades, notadamente à compra de equipamentos responsáveis pelas transações e softwares de captura, processamento e liquidação das operações com cartões de crédito.
O restante dos papéis é de emissão dos acionistas vendedores, bloco formado pelo Citibank, Itaucard e Unibanco Participações. O free float da Redecard está em cerca de 25%.
As ações da companhia estrearam dia 13 de julho, registrando alta de 24% no pregão, e cerca de 22,3% do volume total da Bolsa naquele dia. De acordo com o último relatório mensal da Bovespa, a ação RDCD3 movimentou R$ 3,4 bilhões em julho, ficando atrás apenas da Petrobras e da Vale. Há pouco, o papel registrava queda de 3,24%, negociado a R$ 29,51.
A história da Redecard remonta a 1970, quanto o Citibank a Itaucard e o Unibanco juntaram-se para fundar a Credicard. Em 1996 as instituições acharam necessária a especialização do serviço de credenciamento dos estabelecimentos e formaram a Redecard.
Em 2006, a Redecard possuía mais de um milhão de estabelecimentos credenciados, estando presente em todos os municípios brasileiros com infra-estrutura de energia e telecomunicações. Entre os estabelecimentos credenciados, 639 mil estavam ativos no ano passado.
A companhia encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido pró-forma de R$ 217 milhões, um crescimento de 76% sobre o registrado em igual período de 2006. A receita líquida cresceu 29,5%, para R$ 545 milhões.
(EC - InvestNews)
