UE confirma adesão do Chipre e de Malta ao euro em 2008

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Agência Câmara

BRUXELAS - Os ministros das Finanças dos países-membros da União Européia (UE) deram nesta terça-feira o sinal verde definitivo à incorporação do Chipre e de Malta à zona do euro a partir de 1º de janeiro.

O grupo de ministros, chamado Ecofin, aprovou a proposta do Banco Central Europeu (BCE) para estabelecer a taxa de câmbio do euro em 0,585274 libra cipriota e 0,4293 lira maltesa.

A decisão é "um momento histórico", afirmou o ministro das Finanças de Portugal e atual presidente rotativo do Ecofin, Fernando Teixeira dos Santos, pois se trata da primeira vez que dois países adotarão o euro de forma simultânea.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, pediu aos Governos do Chipre e de Malta que tomem "todas as medidas necessárias" para estar plenamente preparados no começo do próximo ano para a adoção da moeda única.

Almunia, que trabalhou com as autoridades dos dois países para preparar suas economias e administrações públicas, elogiou os esforços destes para cumprir os critérios após sua entrada na UE, em maio de 2004.

Os ministros das Finanças dos 27 países da UE parabenizaram as autoridades do Chipre e de Malta, e as aconselharam a continuar aplicando as políticas adequadas para obter o maior benefício possível com a adesão ao euro. Disseram ser importante continuar apostando no rigor orçamentário, nas reformas estruturais e nos incentivos à competitividade.

A adesão de dois novos países à moeda única já fora apoiada pelos líderes dos Estados-membros da UE na última cúpula, realizada em junho, mas a decisão formal precisava ser adotada pelo Ecofin.

A partir de 1º de janeiro, seis anos depois de o euro começar a circular em doze Estados da UE, a eurozona terá quinze membros, e a moeda européia será utilizada por mais de 315 milhões de pessoas.

Os dois países implantarão o euro com o método chamado "big bang", sem transição entre a adoção e o começo da circulação das notas e moedas.

O Chipre emitirá 79 milhões de notas de euro (com um total de 1,73 bilhão de euros) e 545 milhões de moedas (com um total de 147,4 milhões de euros), que serão cunhadas fora do país.

Os cidadãos cipriotas poderão trocar suas libras por euro nos bancos durante seis meses, e no Banco Central durante dois anos, no caso das moedas, e dez anos, no das notas.

As autoridades maltesas, por sua parte, devem emitir 92,5 milhões de notas da moeda européia e 206 milhões de moedas, cuja fabricação foi encarregada à Casa da Moeda de Paris.

Em Malta, os bancos trocarão liras por euro até 31 de março, e o Banco Central o continuará fazendo durante dois anos com as moedas e dez com as notas.