Lei Geral deve trazer MPEs para a formalidade
O diretor disse que hoje na carteira de crédito do banco 70% das operações são de capital de giro e 30% de investimentos. As modalidades de empréstimos que mais têm crescido são as linhas de BB Giro Rápido e de Proger Urbano Empresarial. O volume de empréstimos para capital de giro deve-se a entrada de novos correntistas, a chamada bancarização, que além de trazer pessoas físicas, tem trazido também muitas micro e pequenas empresas para o sistema financeiro.
Soares ressalta ainda que o capital de giro é a porta de entrada das pequenas empresas nos bancos, porque são linhas mais baratas, de concessão mais simplificada e de mais curto prazo. Recentemente, o BB implantou nova metodologia de análise de risco e estabelecimento de limite de crédito para pequenos empreendimentos, visando proporcionar o acesso ao crédito a empresas recém-constituídas ou com relacionamento recente com o banco. Com essa ação, os novos clientes podem acessar recursos para capital de giro e para financiamentos de investimentos necessários à maturação de seus empreendimentos.
Para o cenário que surge a partir da aprovação da Lei Geral, que unificou os conceitos de microempresas - faturamento anual de até R$ 240 mil - e de empresas de pequeno porte - com receita bruta anual superior a R$ 240 mil e inferior a R$ 2,4 milhões, o BB vem ajustando seu portfólio de produtos e serviços aos novos parâmetros definidos pelo marco legal. "Um dos objetivos do banco é criar produtos específicos e atrativos para as micro e pequenas empresas, e também isentar o cliente de algumas tarifas", finaliza Soares.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)
