Funcionária tratada aos berros leva R$ 260 mil
Portal Terra
BRASÍLIA - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a pagar R$ 260 mil por danos morais a uma funcionária de Brasília, que alegou ser tratada aos berros pela chefe, o que "minou suas forças físicas e morais, a ponto de adoecer".
Segundo o site do TST, a jornalista foi admitida pela CNA para trabalhar na assessoria de imprensa, onde permaneceu por oito anos. Afirmou que, ao longo do tempo, sofreu constrangimentos por parte da chefe, que a chamava de "incompetente e irresponsável".
A funcionária chegou a pedir demissão por duas vezes (a segunda concretizada), tamanha a pressão sofrida por parte da chefe. O tratamento agressivo, aos gritos, ocorria na frente de todos, por qualquer razão, segundo a jornalista.
A empregada disse que, em uma ocasião, outra jornalista agredida da mesma forma levou o fato ao presidente da CNA, que prometeu tomar providências mas nada fez, mesmo reconhecendo que "a funcionária era uma pessoa difícil e má".
A Confederação alegou, na defesa, que não foram provadas as práticas abusivas por parte da chefe, nem os fatos relatados pela empregada.
A 20ª Vara do Trabalho de Brasília condenou a empresa a pagar indenização no valor de três salários da jornalista. Entretanto, em recurso, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) aumentou o valor para 100 vezes o salário, indenização mantida pela Quarta Turma do TST.
