Norte da África atrai empresas brasileiras
Países como Egito, Marrocos e Tunísia oferecem zonas francas, com isenção de tributos e concessão de incentivos para a instalação de fábricas no país, além disso possuem acordos de Livre Comércio com a União Européia, que facilitam a entrada nesse mercado, além de reduzir os custos com a exportação.
Grandes empresas brasileiras já possuem instalações nesse mercado, como a Camargo Corrêa e Randon e Santista Têxtil, no Marrocos e Friboi no Egito.
Em recente missão promovida para o Norte da África pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex), a empresa fabricante de hidrômetros e equipamentos de irrigação, Usmatic, fechou parceria com a empresa egípcia A . H. Moderna, para transferência de tecnologia para produção e venda de mini - pivôs (equipamento de irrigação) e para posterior implantação de uma fábrica de hidrômetros domésticos, para distribuição nos mercados da África do Norte, mercado árabe e europeu. ´Muitos incentivos nos foram ofertados principalmente pela Tunísia e Egito para implantação de fábricas, além disso, esses países possuem mão-de-obra qualificada e barata´, afirma Edmilson Marcondes dos Santos, presidente da empresa.
Segundo o gerente de inteligência comercial da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalar e de Laboratórios (Abimo), Maurício Manfré, as vantagens oferecidas pelos países do Norte da África tem atraído o interesse dessas empresas brasileiras para instalar fábricas para montar parte de seus equipamentos nesses países, com acessórios de menor valor agregado. Manfré afirma que os fabricantes já vem negociando acordos de produção com outros países como Singapura, Costa Rica, África do Sul e Polônia, com o objetivo de promover uma aproximação com esses mercados.
Durante a visita ao Norte da África a entidade realizou 40 contatos, sendo vinte com grande potencial de efetivar o pedido de compra, que devem gerar US$ 1,8 a US$ 2 milhões em exportações. Manfré ressalta a vantagem das empresas brasileiras oferecem produtos com custo em torno de 20% a 30% mais baixo que o de europeus e americanos, principalmente neste momento em que os produtos chineses começam a entrar nessa região.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)
