Vendas seguem, mas em ritmo menor
A forte venda é reflexo da queda no mercado asiáticos, que refletiu hoje a decisão do governo chinês de elevar a tributação sobre o mercado de ações, de 0,1%, para 0,3%. A decisão anunciada ontem à tarde já havia impactado a Bovespa, que encerrou a terça-feira com queda de 0,7%. A pancada mais forte foi sentida em Xangai, onde a Bolsa caiu 6,5%, encerrando uma seqüência de fechamentos recordes.
Tal movimentação refletiu-se também nos mercados europeus e norte-americanos, que agora começam a reavaliar a questão reduzindo o ritmo de vendas. Há pouco, o Dow Jones caía 0,12%, enquanto a Nasdaq recuava 0,30%.
Além das movimentações na Ásia, os investidores aguardam a apresentação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na tarde de hoje. Fora isso, a agenda de indicadores do restante da semana inspira cautela, devido à divulgação de dados sobre o PIB dos EUA e dos números sobre o mercado de trabalho.
O movimento se configura como uma boa desculpa para a realização de lucros. Os fundamentos das economias seguem os mesmos e o governo chinês já vinha sinalizando que tomaria alguma medida para conter a euforia no mercado acionário local.
Por volta da 10h20, apenas um ativo do Ibovespa apresentava alta. Agora o balanço é ligeiramente melhor, com sete ativos apresentando alta e diversos outros operando estáveis.
Entre as ações com maior peso na carteira teórica, a Petrobras PN (PETR4) recuava 0,71%, para R$ 45,72; Vale do Rio Doce PNA (VALE5) registrava perda de 0,70%, a R$ 70,40; Bradesco PN (BBDC4) caía 1,30,%, para R$ 48,30; Usiminas PNA (USIM5) registrava perda de 1,98%, para R$ 103,50; e Itaú PN (ITAU4) recuava 1,63%, para R$ 84,00.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em junho operava em baixa 1,25%, a 51.180 pontos.
(EC - InvestNews)
