China cai forte e arrasta mercados da Ásia
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CINGAPURA - O mercado acionário chinês caiu mais de 6 por cento nesta quarta-feira, depois que Pequim triplicou uma taxa cobrada sobre as operações com ações. A queda afetou as demais bolsas acionárias na Ásia, mas não gerou a debandada que alguns temiam.
O Ministério das Finanças da China elevou de 0,1 para 0,3 por cento a taxa que incide sobre as operações com ações. A medida foi considerada como a ação mais contundente do governo para frear a especulação em um mercado que já cresceu mais de 60 por cento neste ano.
O índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio fechou em queda de 0,5 por cento, enquanto que o índice MSCI --que mede o desempenho dos demais mercados da região-- perdeu 0,93 por cento, para 439 pontos.
- A queda de hoje é 100 por cento influenciada pela China, afirmou Soichiro Monji, estrategista-chefe do departamento de administração de ativos da Daiwa SB Investments, em Tóquio.
O indicador da bolsa de Xangai fechou em queda de 6,50 por cento, aos 4.053 pontos. O índice chegou a registrar queda de 7,4 por cento no início da sessão.
As ações das corretoras foram as mais atingidas por conta do temor de que o aumento da taxação possa reduzir o giro do mercado. Os papéis da CITIC Securities despencaram 10 por cento, o limite de queda diária da bolsa local.
A medida adotada por Pequim gerou preocupação com a possibilidade de repetição do movimento registrado em fevereiro, quando uma queda nas ações chinesas disparou um movimento global de venda de ações.
As bolsas na Ásia caíram, mas nenhum recuo drástico. Na Austrália, o mercado fechou em queda de 1,17 por cento, enquanto que a bolsa de Taiwan perdeu 0,42 por cento, aos 8.147 pontos.
Em Hong Kong e em Cingapura, as bolsas encerraram a sessão com queda de 0,86 por cento e 0,45 por cento, respectivamente.
Na Coréia do Sul, a bolsa local registrou alta de 0,06 por cento, aos 1.662 pontos.
