OCDE defende alta dos juros se inflação persistir
"O Federal Reserve (Fed, banco central americano) está diante de uma tarefa delicada de realizar bem a dupla missão num contexto de inflação excessiva", enquanto o crescimento econômico "corre alguns riscos", comentou a OCDE.
O Fed não ajusta a política monetária desde 2006, apesar de uma inflação superior à da faixa "de conforto", de entre 1% e 2%. A OCDE "é favorável à manutenção dos juros até que tenhamos uma idéia mais clara da evolução da produção e da inflação".
"E, se a inflação não tender a desacelerar, um novo ajuste pode ser necessário", acrescentou.
A OCDE revisou em baixa a previsão de crescimento americano nas últimas perspectivas econômicas, publicadas na última semana. Ela espera ainda 2,1% para 2007 contra os 2,4% das estimativas anteriores.
Paralelamente, a inflação continua sustentada nos Estados Unidos: a alta dos preços ao consumo chegou a 2,6% ao ano em abril. Além disso, a OCDE acredita que a meta do governo de eliminar o déficit do orçamento federal em 2012 parece "mínima devido às pressões demográficas em vista".
Nos sete primeiros meses do ano fiscal de 2007, iniciado em 1º de outubro, o déficit orçamentário americano atingiu US$ 80,7 bilhões. "Como a população americana está envelhecendo e as taxas de atividade de certas categorias têm tendência a atingir seu topo, a economia será cada vez mais tributária dos ganhos de produtividade para manter seu crescimento", segundo a OCDE.
A OCDE recomenda acabar com a dedução dos juros dos empréstimos hipotecários ou para a aquisição de uma residência secundária, para não encorajar um investimento excessivo no setor imobiliário.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)
