Logística da Renault passa a ser operada pela CSI Cargo

Por

Agência JB

CURITIBA - Nos próximos três anos, a

logística interna da Renault será de responsabilidade da CSI Cargo,

controlada pelo Grupo Cargo, uma das maiores empresas nesse segmento

na Argentina, seu país de origem.

O contrato firmado em março envolverá aproximadamente 350 pessoas. A

CSI Cargo investirá R$ 4 milhões em equipamentos de movimentação tais

como empilhadeiras, rebocadores e transpaleteiras. As áreas de

atuação serão a logística industrial das três fábricas do complexo

Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (Pr), da qual fazem parte a CVP

(veículos de passeio), a CVU (veículos utilitários) e a CMO

(motores).

Segundo Orlando Bruggër, diretor de logística da Renault Mercosul, o que levou a CSI Cargo a vencer os demais concorrentes foi a demonstração física de capacidade técnica aliada a custos competitivos.

- Queríamos ver o que estava sendo apresentado teoricamente na prática e a CSI Cargo nos mostrou competência e

confiança através de trabalhos similares prestados a empresas

automobilísticas - explica Bruggër.

O fator proximidade também foi

levado em consideração, uma vez que as duas empresas se situam em São

José dos Pinhais, o que facilita o relacionamento entre ambas.

André Ceballos, diretor presidente da CSI Cargo, avalia que alguns

fatores foram decisivos para que a empresa conquistasse o contrato:

- A concorrência começou no final do ano passado e foi bastante

acirrada, uma vez que disputamos com outras cinco empresas. Mas acredito que vencemos principalmente, em função do nosso know-how comprovado pelos atuais serviços prestados a clientes como a própria Renault Argentina, a Volkswagen/Audi e a Scania. Também foi preponderante contar com fornecedores de grande porte para dar suporte a uma operação desta magnitude.

A Renault avalia que o ponto principal desse contrato será a redução de custos logísticos. Ceballos afirma que este objetivo será atingido por meio de um quadro de profissionais altamente qualificados que integram a área de planejamento logístico.

- Abordando a definição de layout, dimensionamento de equipamentos e redesenho dos processos de movimentação de materiais teremos impacto nos custos logísticos da

planta. Isto irá trazer também redução de custos indiretos tais como

redução de dano de material e de equipamentos, interrupção de

produção, estoques elevados, entre outros - reforça Ceballos.

O Grupo Cargo, formado pelas empresas Expreso Cargo, Cargo Servicios

Industriales e CSI Cargo Logística Integral, fatura US$ 50 milhões ao

ano, e é considerada uma das maiores holdings do setor de logística

da Argentina. Pioneiro no seu país na terceirização da

logística interna, o grupo atende a clientes de peso como Volkswagen

Brasil e Argentina, PepsiCo, Quilmes, CNH, Scania e Renault.