Ibama dificulta investimentos da Vale, diz Agnelli

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SÃO PAULO, 29 de maio de 2007 - O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, afirmou hoje que a demora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em liberar as licenças ambientais de projetos do setor de energia compromete os investimentos da mineradora. Durante debate sobre o "Tamanho do Estado e os Caminhos do Desenvolvimento, Agnelli pediu pressa para questão. Contudo, destacou a importância de ao mesmo tempo se preservar o meio ambiente.

"Não há dúvida de que temos que respeitar o meio ambiente, o que não dá é para ficar discutindo, porque lá na frente vamos ter um problema de energia grave. Empresário só chora. Não é verdade. Nem mesmo presidente consegue fazer suas obras", ressaltou Agnelli numa referência às hidrelétricas do Rio Madeira.

"Os investimentos da Vale do Rio Doce estão limitados por causa da disponibilidade de energia", completou. Agnelli defendeu ainda uma reforma tributária e um corte mais robusto na taxa básica de juros pelo Banco Central para o País continuar a crescer.

Segundo ele, o governo também precisa modernizar a reforma trabalhista, que atualmente, está parada no Congresso, e melhorar os marcos regulatórios. "É fundamental ainda abrir a economia brasileira e reduzir as tarifas de importação", disse.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também estava presente.

(Fernando Ribeiro - InvestNews)