Gurpo avalia impacto da agricultura na Amazônia
Entre os gases que mais contribuem para o efeito estufa e que continuamente vem aumentando de concentração em todo planeta estão o carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). O CO2 é o que possui maior concentração no solo, numa quantidade superior ao encontrado no ar e na vegetação do planeta, juntos. Porém, não fosse o de desmatamento para práticas agricultáveis, o Brasil praticamente não colaboraria para o aquecimento global, pois nossa matriz energética pouco se utiliza da queima de combustível fóssil, o maior responsáveis pelos danos ambientais na atmosfera.
Mesmo sendo considerada p quarto maior poluidora, devido as ações predatórias empregadas pelo mau uso da terra na maior frente agrícola do mundo, que avança sobre a floresta amazônica, o Brasil não possui um estudo quantificado sobre as emissões de gases na região. Os números apresentados são praticamente todos estimados e hipotéticos.
Segundo Cerri, no Brasil, a emissão de gases é inversa à situação global e apenas 25% provem da queima de combustíveis fosseis. "Cerca de 75% do CO2 que o País emite na atmosfera são derivados de práticas agrícolas. Se desconsiderarmos o desmatamento, o Brasil cai para a 17ª posição na classificação mundial dos países emissores de GEE", esclarece.
O especialista destaca que diferente de outras regiões brasileiras, o Norte começou a se desenvolver a partir dos anos 1970 e, atualmente, a região Sudoeste da floresta amazônica abriga a maior fronteira agrícola do mundo e se estende em forma de arco por Rondônia, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Maranhão. "Devido a degradação do solo pelas práticas de cultivo da terra, é provável que esta área contribua de maneira significativa com as emissões. Vamos medir os dois estados onde se concentra 45% dessa expansão".
(Redação - InvestNews)
