Parques e buffets infantis invadem São Paulo em junho
Até o ano passado, o evento era realizado dentro da Expo Lazer. Mas o crescimento do setor exigiu a expansão e a independência da feira. Em 2005 eram 18 expositores. Neste ano serão 50. ´O interesse é muito grande e o segmento está crescendo muito nos últimos anos´, diz a gerente de marketing da Francal (organizadora da feira), Lúcia Cristina de Buone.
A maioria dos negócios de parques e buffets está concentrada em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Só no território paulista são mil casas. Mas a gerente alerta para a região Norte e Nordeste, onde o mercado ainda é muito pouco explorado. ´Na Paraíba só existe um buffet infantil.´
E nem tudo é festa mesmo. Apesar do aquecimento do setor, ainda faltam profissionais qualificados. ´Falta mão-de-obra específica para a produção de cenários, esculturas e montagem. As pessoas que fazem isso são artistas. E, por enquanto, não há cursos especializados.´ Outra dificuldade encontrada pelos empresários do segmento é que a indústria e a cadeia de fornecedores ainda não percebeu a importância desse mercado. ´Nunca houve um trabalho de fidelidade com esse público que cresce absurdamente.´
Ela diz que a indústria nacional perde uma grande oportunidade de fechar bons negócios com essas pequenas empresas. Devido a isso muitos recorrem a produtos importados ou até mesmo contrabandeados. ´Em São Paulo são mil casas que fazem duas festas por dia e compram caixas e caixas de material. É uma grande oportunidade para a qual a maioria dos fabricantes estão ligados.´
(Sérgio Toledo - InvestNews)
