Empresas investiram 8,1% do faturamento em 2006
As prestadoras de serviços apontaram a maior taxa de investimento: 11,3% em média. Já o setor da indústria investiu 6%. Segundo a Serasa, o resultado é reflexo dos investimentos realizados pelos setores ligados a infra-estrutura e utilidade pública, como a telefonia fixa, que para atender as metas de universalização realizaram pesados aplicações após a privatização e mais recentemente vêm mantendo investimentos para enfrentar a concorrência acirrada e ainda oferecer serviços de maior valor agregado. No setor de serviços, o nível de 2006 aproximou-se dos percentuais do começo da década
A entidade ressalta que apesar do percentual médio da indústria ser inferior ao de serviços, importantes setores da economia se destacaram. A siderurgia por estar operando próxima a sua capacidade plena destinou fortes investimentos para a expansão da produção, em função dos consecutivos aumentos da demanda interna e externa. Outro destaque é o segmento de papel e celulose que, diante da demanda aquecida e da acirrada concorrência interna e externa, destinou grande parte de seus recursos à manutenção e ampliação das plantas industriais, a fim de se consolidar no mercado globalizado. Vale destacar que 2006 foi o ano com maior percentual de investimento da indústria, quando comparado ao faturamento líquido.
De acordo com a pesquisa, o segmento do comércio destina a maior parte de seus recursos para o giro, não necessitando de grandes volumes em ativos fixos, dessa forma a média dos investimentos ao longo do período situou-se em torno de 1,6% do faturamento líquido, montante suficiente para manter seus ativos atualizados para suas atividades.
(Redação - InvestNews)
