Bancos equatorianos temem reformas do governo

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SÃO PAULO, 28 de maio de 2007 - Os bancos do Equador temem que a estabilidade do setor seja afetada por uma proposta do governo para reduzir os custos dos serviços. Os bancos e outras instituições classificaram de "inconstitucional" o plano governamental e consideraram que "causará prejuízos econômicos ao país".

As instituições ressaltaram nesta segunda-feira que no projeto enviado ao Congresso não foram considerados planejamentos para "encontrar fórmulas de consenso que permitam reduzir os custos efetivos das operações de crédito e de outros serviços sem pôr em risco a segurança dos depósitos".

Correa apresentou, na última semana, no Parlamento o projeto de lei para regular o custo máximo efetivo do crédito e a otimização dos investimentos públicos, com o objetivo de reduzir as taxas de juros e comissões bancárias.

"As perdas que o sistema financeiro sofrerá afetarão a liquidez com que conta hoje e eventualmente obrigarão as autoridades bancárias a fechar algumas instituições. Outras se verão forçadas a suprimir ou restringir as linhas de microcrédito", acrescentaram em comunicado.

Os empresários do ramo ressaltaram que a iniciativa do presidente socialista Rafael Correa "é contrária ao interesse dos depositantes, à estabilidade do sistema financeiro e à permanência do regime de dolarização".

A economia equatoriana foi dolarizada em março de 2000 após a pior crise financeira nacional, estimada em cerca de US$ 5 bilhões e fez com que o Estado assumisse vários bancos com graves problemas de liquidez.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)