Novo modelo eleva custo para geração de créditos

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SÃO PAULO, 25 de maio de 2007 - A elevação dos custos para geração de crédito carbono na cadeia de suínos com o novo modelo proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) levou a Seara a interromper seu projeto de Mecanismo de desenvolvimento Limpo. Segundo Nuno Cunha, diretor da Ecosecurities, que investiu na instalação de 11 biodigestores na propriedade dos integrados da empresa em Dourados, a nova metodologia da ONU tornou inviável o desenvolvimento desse tipo de projetos para a cadeia de suínos. "Nós mesmo não vamos investir mais nessa área. A taxa de retorno para remunerar o investimento dobrou e ficou desinteressante", afirma Cunha.

A Seara pretende retomar os estudos para geração de crédito carbono no segundo semestre deste ano. Mas, segundo Cunha, o desenvolvimento dos projetos só compensaria para grandes propriedades, o que não é prática no Brasil, onde a criação de suínos se concentra entre os pequenos produtores.

A retração dos projetos de crédito de carbono nesse setor levou a uma grande desvalorização das ações da AgCert International na bolsa de Londres, que atua na implantação de projetos de MDL e comercialização de créditos carbono, com foco na cadeia de suínos.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)