Congresso cede a Bush e aprova novos fundos para Guerra do Iraque

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Agência EFE

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, obteve uma vitória política ao conseguir a aprovação no Congresso de um projeto que aloca novos fundos para a Guerra do Iraque, sem estabelecer prazos para uma retirada militar.

No entanto, a vitória pode ter curta duração. Legisladores democratas avisaram que insistirão na retirada militar do Iraque, onde já morreram 3.420 soldados americanos.

Uma enquete divulgada na quinta-feira pelo jornal 'The New York Times' e pela rede de televisão 'CBS' mostrou que 76% dos americanos acreditam que a guerra foi um fracasso. Para apenas 20% o aumento de tropas teve resultados positivos.

- O debate continua. A aprovação foi simbólica. Deveríamos ter dado um passo gigantesco numa nova direção, disse a presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

A legisladora anunciou que apresentará à Câmara um projeto para derrubar a autorização do Congresso para a Guerra do Iraque, aprovada em 2002.

Também informou que seu partido utilizará a discussão das despesas militares do próximo ano para buscar uma fórmula de encerrar a guerra.

O democrata Ted Kennedy afirmou, ao anunciar seu voto contrário aos fundos, que 'o presidente cometeu um erro ao enviar as tropas à guerra sem um plano para ganhar a paz'.

Segundo o senador democrata Christopher Dodd, a decisão do Congresso só atrasa em quatro meses, até que os fundos se esgotem novamente, 'a decisão de retirada do Iraque'.

No entanto, o legislador republicano John Boehner disse que os EUA não devem retroceder em seus esforços para derrotar aos insurgentes iraquianos.

- Se não tivermos a coragem de derrotar este inimigo, nos arrependeremos durante muito tempo, avisou.

O projeto foi aprovado após quatro meses de tensas negociações entre a Casa Branca e o Congresso, controlado pela oposição democrata.

A alocação de cerca de US$ 100 bilhões para continuar a guerra foi aprovada pelo Senado por 80 votos a favor e 14 contra. Na Câmara de Representantes a vitória foi por 280 votos a 142.

Segundo o Serviço de Pesquisas do Congresso, o gasto americano no Iraque e Afeganistão chegará assim a mais de US$ 565 bilhões, desde 2001.

Os US$ 100 bilhões aprovados durarão até setembro, quando deverá ser votada uma nova verba extraordinária. Ela será condicionada a um relatório sobre a situação, apresentado pelo comandante das forças dos EUA no Iraque, general David Petraeus.