OCDE prevê aumento do crescimento econômico em 2007
No entanto, alguns perigos persistem, como os preços do petróleo, considerado elevados e instáveis, assim como riscos inflacionários agravados e a ameaça de uma correção forçada na Bolsa chinesa.
No relatório semestral de perspectivas econômicas, a OCDE prevê uma alta média de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 para os países membros, contra 2,5% na estimativa anterior.
A organização prevê, porém, um crescimento de apenas 2,1% nos Estados Unidos este ano, contra o cálculo anterior 2,4%, em razão do impacto da desaceleração do setor imobiliário maior do que o previsto. Também menciona o perigo de uma "estagflação moderada" por causa de uma aceleração da inflação acompanhada pela redução no ritmo da atividade econômica.
Para a zona euro, a previsão é otimista, com crescimento de 2,7% em 2007, apesar das pressões inflacionárias que justificam um aumento das taxas de juros. Esta é a primeira vez desde 2001 e os atentados de 11 de setembro que a zona euro registraria um desempenho superior ao dos Estados Unidos, a maior economia mundial.
A OCDE destaca que há muitos anos a situação econômica não era tão favorável e aposta em um "reequilíbrio" da economia mundial com um "pouso suave nos Estados Unidos, uma retomada forte e sustentada na Europa, uma trajetória sólida no Japão e uma conjuntura ´efervescente´ na China e Índia".
(Redação com agências internacionais - InvestNews)
