OCDE prevê aumento do crescimento econômico em 2007

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou estar otimista em relação às previsões de crescimento para 2007 no conjunto de seus países-membros, graças ao dinamismo da zona do euro e da Ásia, e apesar das projeções de crescimento menores do que o esperado para os Estados Unidos.

No entanto, alguns perigos persistem, como os preços do petróleo, considerado elevados e instáveis, assim como riscos inflacionários agravados e a ameaça de uma correção forçada na Bolsa chinesa.

No relatório semestral de perspectivas econômicas, a OCDE prevê uma alta média de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 para os países membros, contra 2,5% na estimativa anterior.

A organização prevê, porém, um crescimento de apenas 2,1% nos Estados Unidos este ano, contra o cálculo anterior 2,4%, em razão do impacto da desaceleração do setor imobiliário maior do que o previsto. Também menciona o perigo de uma "estagflação moderada" por causa de uma aceleração da inflação acompanhada pela redução no ritmo da atividade econômica.

Para a zona euro, a previsão é otimista, com crescimento de 2,7% em 2007, apesar das pressões inflacionárias que justificam um aumento das taxas de juros. Esta é a primeira vez desde 2001 e os atentados de 11 de setembro que a zona euro registraria um desempenho superior ao dos Estados Unidos, a maior economia mundial.

A OCDE destaca que há muitos anos a situação econômica não era tão favorável e aposta em um "reequilíbrio" da economia mundial com um "pouso suave nos Estados Unidos, uma retomada forte e sustentada na Europa, uma trajetória sólida no Japão e uma conjuntura ´efervescente´ na China e Índia".

(Redação com agências internacionais - InvestNews)