Invasores permanecem na usina de Tucuruí
O Exército permanece na usina e as negociações com os integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e do Movimentos do Atingidos por Barragens (MAB) estão sendo feitas pelo General Wellington, do Comando de Marabá.
Ainda de acordo com a assessoria, a usina opera normalmente. Neste momento estão sendo gerados 5.679 megawatts médios (MW/m) e em nenhum momento foi desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN), como havia sido anunciado.
Apesar dos vidros e portas quebrados, a casa de força está preservada. Os manifestantes reivindicavam o pagamento de indenização às famílias desalojadas para construção da hidrelétrica há 23 anos, bem como melhorias na educação, saúde, pavimentação de estradas e até a redução da tarifa de energia elétrica cobrada no Pará por uma empresa particular, a Rede Celpa.
O atendimento às reivindicações não está nas mãos da Eletronorte mas da Secertaria Geral da Presidência da República e do Ministério de Minas e Energia.
A invasão fez parte do chamado Dia de Luta Unificada por Nenhum Direito a Menos (23 de maio), quando foram realizadas manifestações em todo o País.
(Ivonéte Dainese - InvestNews)
