Cena externa afeta leilão de prefixado

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - O cenário externo desfavorável sustentou mais um dia de realização de lucro no mercado renda fixa e contaminou o leilão de prefixado realizado pelo Tesouro Nacional. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam sinalizando alta. O DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado, fechou com juro anual de 10,43%, ante 10,27% do último ajuste.

De acordo com os agentes financeiros, muitos investidores aproveitaram para realizar lucros nas principais praças financeiras e isso fez com que o mercado pedisse um prêmio mais elevado nos papéis prefixados. No entanto, o Tesouro não aceitou os altos juros pedidos pelos bancos e recusou as propostas enviadas para o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN). O Tesouro ofertou ainda 2,250 milhões de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) no qual foram vendidos somente 1.390.500 milhão de papéis. Os agentes financeiros alegaram o pedido de juros elevados ao quadro duvidoso no mercado internacional.

O gerente de renda fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra, explica que alguns contratos de DIs de curto prazo não oscilaram quase nada, isso ocorre em função do cenário favorável de inflação doméstica e também ao fato das notícias positivas em relação a economia do Brasil. Mais uma agência de classificação de risco, desta vez a Moody´s Investors Service, decide revisar seus conceitos sobre o Brasil para avaliar se concede ou não ao país a nota de grau de investimento - é o reconhecimento de que um país tem probabilidade muito baixa de não honrar sua dívida pública.

Logo cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) que registrou alta de 0,26% em maio, frente expansão de 0,22% apresentada em abril.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)