Brasil e Bolívia discutem preço
No entanto, como condição para começar a pagar a mais pelo gás, o Brasil quer importar um volume maior do produto, informou o presidente da companhia de petróleo boliviana YFPB, Guillermo Aruquipa.
O acordo determina um reajuste no preço do gás boliviano de US$ 1,09 por milhão de BTU (unidade térmica britânica), para US$ 4,20, aumento de quase 300%. Esse gás alimenta a termoelétrica de Cuiabá, no Mato Grosso.
A condição brasileira para pagar um novo preço visa a garantir um aumento do volume energético de 1,2 MMCD (milhões de metros cúbicos ao dia) a 2,2 MMCD, embora os bolivianos tenham adotado a modalidade de pagamento sem condições, indicou o presidente da YPFB.
A Bolívia exporta 27 MMCD de gás para o Brasil, dos quais o maior percentual vai para os mercados do sudeste, principalmente São Paulo.
Segundo o governo de Morales, os reajustes nos preços do gás e de outros componentes, como o diesel e o GLP, vão render aos cofres bolivianos um adicional de US$ 140 milhões por ano.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)
