Brasil e Bolívia discutem preço

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - Os governos de Bolívia e Brasil voltaram a ter divergências. Os dois países discutiram nesta quinta-feira o novo contrato sobre o reajuste do gás natural, exportado para o estado do Mato Grosso, que deveria ter entrado em vigor no dia 15 de maio.

No entanto, como condição para começar a pagar a mais pelo gás, o Brasil quer importar um volume maior do produto, informou o presidente da companhia de petróleo boliviana YFPB, Guillermo Aruquipa.

O acordo determina um reajuste no preço do gás boliviano de US$ 1,09 por milhão de BTU (unidade térmica britânica), para US$ 4,20, aumento de quase 300%. Esse gás alimenta a termoelétrica de Cuiabá, no Mato Grosso.

A condição brasileira para pagar um novo preço visa a garantir um aumento do volume energético de 1,2 MMCD (milhões de metros cúbicos ao dia) a 2,2 MMCD, embora os bolivianos tenham adotado a modalidade de pagamento sem condições, indicou o presidente da YPFB.

A Bolívia exporta 27 MMCD de gás para o Brasil, dos quais o maior percentual vai para os mercados do sudeste, principalmente São Paulo.

Segundo o governo de Morales, os reajustes nos preços do gás e de outros componentes, como o diesel e o GLP, vão render aos cofres bolivianos um adicional de US$ 140 milhões por ano.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)