Ansiedade não pode levar Banco Central a cometer erros, diz Meirelles

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 24de maio, que embora respeite a "ansiedade" de alguns setores do país, ela não pode levar a autoridade monetária a "cometer erros".

A afirmação foi em resposta a críticas de parlamentares que defenderam a redução mais acentuada da taxa básica de juros (Selic) como forma de conter a valorização do real frente ao dólar norte-americano. Em 2006, a desvalorização cambial chegou a 8,9% e já está em 8,7% neste ano.

Nos dias 5 e 6 de junho, o Copom se reúne para definir o novo valor da Selic. Meirelles voltou a afirmar que o "acerto do processo de flexibilização monetária", sinalizando que o BC vai manter a política que está dando certo. Ou seja, a redução gradativa da taxa básica de juros, iniciada em setembro de 2005.

Meirelles ressaltou que a desvalorização do dólar norte-americano ocorre em relação às principais moedas do mundo, e não apenas com o real. Segundo ele, isso é fruto desequilíbrio comercial dos Estados Unidos.

"E não temos como resolver isso aqui", argumentou, acrescentando que o BC não trabalha com meta cambial. "Por isso, não existe piso-limite para a queda do dólar".

Enquanto isso, o BC mantém a política adotada no início de 2004, aproveitando o momento favorável para fortalecer as reservas cambiais. De lá para cá, a autoridade monetária comprou mais de US$ 84 bilhões, o que permitiu o saldo atual das reservas, em torno de US$ 130 bilhões. De acordo com Meirelles, esta é uma das razões fundamentais para redução do risco-país.