Mercado vulnerável a humor externo e fluxo
No flanco externo, os sinais são positivos, com alta dos futuros em Nova York e das bolsas européias. A taxa de risco-Brasil, medida pelo JP Morgan, segue em tendência de queda, cravando novo piso de 137 pontos.
Por aqui, as atuações do Banco Central (BC) devem continuar dando suporte ao dólar, mas sem forças para fazer a moeda inverter tendência de baixa. Estas intervenções, para tentar conter a queda do dólar, já podem ser sentidas nas contas do Tesouro Nacional. No final de abril, a dívida pública indexada à taxa Selic chegou a R$ 1,286 trilhão, volume R$ 7,7 bilhões maior do que o verificado um mês antes. A proporção de títulos públicos em circulação no país corrigido pelos juros subiu de 38,8% em março, para 39,6% em abril. Parte deste aumento é reflexo dos leilões com swap cambial reverso. Este tipo de operação tem o mesmo efeito de compra de dólares no mercado futuro e, em contrapartida, o governo lança papéis corrigidos pela Selic. No mês passado, o BC emitiu US$ 4 bilhões em swap reverso.
Os eventos políticos e a saída de Silas Rondeau do Ministério de Minas e Energia, suspeito de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público, na noite de ontem, praticamente não afeta os mercados.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
