Jornalistas demitem presidente-executivo do Le Monde
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PARIS - Os jornalistas do diário francês Le Monde votaram pela demissão do influente presidente-executivo do jornal, Jean-Marie Colombani, que não conseguiu convencer os funcionários sobre sua estratégia para reanimar as complicadas finanças da empresa. Colombani precisava de 60% de apoio na votação de terça-feira à noite na Societé des Redacteurs du Monde (SRM), entidade que agrupa os jornalistas e tem poder de veto sobre o cargo.
Colombani, de 58 anos, recebeu apenas 48,5% dos votos na sua tentativa de conseguir um terceiro mandato de seis anos à frente do Le Monde, uma instituição francesa, fundada em 1944 e que, ao contrário de todos os outros principais jornais franceses, circula só por volta do meio-dia em Paris.
- Ele não conseguiu nem 50%. Ninguém achava que ele teria tão pouco - disse Jean-Pierre Tuquoi, um dos 12 diretores da SRM.
- Foi uma verdadeira surpresa, porque ele bombardeou a redação com emails e conselhos sobre as razões pelas quais deveríamos votar nele. As pessoas estavam cansadas disso, e foi um tapa incrivelmente forte na cara - afirmou.
Colombani não foi encontrado para comentar, e o jornal disse que não vai se manifestar antes da reunião do conselho, nesta semana. O grupo teve prejuízo de 14,2 milhões de euros (19,24 milhões de dólares) no ano passado, com faturamento de 631 milhões de euros, uma queda de 50% pelo segundo ano consecutivo.
