Trabalho aos domingo volta à discussão

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SÃO PAULO, 22 de maio de 2007 - Embora incorporado ao costume brasileiro, o hábito de comprar aos domingos é tema de negociação entre empregadores e empregados. ´A discussão se volta para o rodízio de folgas´, diz o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. A Lei 10.101 (de 2000) estabelece que a folga do trabalho no comércio em geral deve coincidir com o domingo pelo menos uma vez no período máximo de quatro semanas.

A proposta dos trabalhadores de comércio é de adoção do sistema ´um por um´ (um domingo de trabalho para um de folga). ´Isso inviabiliza a operação do setor supermercadista´, diz Honda. A medida poderia, segundo ele, levar o setor a cortar entre

15% e 20% das 850 mil vagas existentes hoje. Como contraproposta, empregadores defendem um rodízio de dois por um.

As compras de finais de semana respondem por 38% do faturamento do segmento de supermercados e o domingo sozinho por 12%.

Pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Abras, Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) e Associação Paulista de Supermercados (Apas) sobre o trabalho no comércio aos domingos ouviu também os trabalhadores e constatou que 69% deles realizam compras nesse dia da semana.

Além disso, em um placar apertado, 50% deles se mostrou favorável à abertura do comércio aos domingos. Outros 41% são contrários e 9%, nem contra nem a favor.

(Redação - InvestNews)